| Deputados afirmam que demarcação
da Raposa é questão de segurança nacional
Em discurso na manhã desta terça-feira,
19, na tribuna da Assembléia Legislativa de Roraima (ALE-RR),
os deputados Ivo Som (PTN), Rodolfo Braga (PTN) e Leonídio
Laia (PRTB) trouxeram mais uma vez à tona o tema sobre
a demarcação da Terra Indígena Raposa/Serra
do Sol.
Segundo eles, a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF)
determinará o futuro de Roraima e do Brasil, já
que a questão gira em torno da soberania nacional.
Para o deputado Braga, a confirmação da demarcação
da Raposa em área contínua irá acarretar
problemas futuros com organizações internacionais,
inclusive com algumas que já se encontram instaladas no
Estado e foram identificadas pelas Comissões da ALE-RR
em visitas a região do Baixo Rio Branco.
Para os deputados, a problemática da Raposa não
está restrita aos rizicultores instalados na região,
mas envolve toda a comunidade roraimense, em especial quando o
presidente da República faz pouco caso dos brasileiros
que habitam neste Estado.
"O que nos deixa ainda mais intrigados é o fato de
que todas as áreas indígenas demarcadas ou pretendidas
em Roraima coincidem exatamente nas áreas onde se encontram
as mais ricas jazidas minerais. Como aceitar esses fatos sem questionar",
questionou Braga.
Para Ivo Som, o descaso do presidente Lula é total e inaceitável.
"Não podemos nos calar diante destes fatos. Sabemos
que o STF terá que se posicionar e esperamos que seja de
forma consciente e fiel a vontade do povo roraimense", ressaltou.
O deputado Laia acrescentou que Roraima é o único
Estado da Federação onde um título definitivo
de terra expedido há mais de cem anos não tem validade.
"Foi o que aconteceu na Raposa. Temos família que
moram na região há mais de cem anos, terras passadas
de pai para filhos, com registro, título definitivo e nada
disso foi levado em consideração. Essas pessoas
foram simplesmente expulsas, sem ter para onde ir, sem indenizações
justas, sem nada. E ai questionamos o Governo Federal que prega
a soberania nacional e os direitos humanos. Mas pelo visto não
para Roraima", enfatizou.
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