Cotidiano
 
Governo deve contratar intérpretes indígenas para hospitais
Etnias originárias de Roraima serão contempladas com tradutores de línguas nativas no HGR, HCM e Hospital Materno-Infantil
 
Por - Redação I 08/03/2016 - 12:01 -
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Inscrições serão abertas em breve e para a seleção será necessária experiência como intérprete num dos idiomas e títulos comprobatórios emitidos por Organizações Indígenas.

Serão selecionados 14 intérpretes nas línguas indígenas macuxi, wapichana, taurepang, wai-wai, ingaricó, yanomami e yekuana. Estes profissionais irão acompanhar os pacientes indígenas desde sua internação, auxiliando-os a ter acesso aos serviços de cada unidade e tornando sua permanência mais cômoda. Além disso, a contratação interfere de forma positiva na assistência, pois por meio dos intérpretes, os médicos poderão entender as queixas do paciente que, por sua vez, poderá receber informações corretas sobre seu tratamento.

A atuação destes profissionais nas unidades de Saúde é fundamental, pois 12% da população roraimense é formada por indígenas, muitos com dificuldades de comunicação porque falam apenas a língua materna. O serviço já vem sendo ofertado, ainda que de maneira insuficiente. Atendendo ao apelo de entidades indígenas, está sendo aberto o processo seletivo para profissionais de todas as etnias. Estes profissionais irão somar-se ao quantitativo que atua nas unidades, proporcionando uma ampliação deste atendimento para as noites, feriados e finais de semana, o que não acontece atualmente.

As inscrições serão abertas nos próximos dias e dentre os requisitos, será necessário ter experiência como intérprete em uma dos idiomas e títulos comprobatórios, emitidos por Organizações Indígenas.

A gerente do NAPSPI (Núcleo de Ações programáticas de Saúde dos Povos Indígenas), Claudete Cruz Ambrósio, enfatizou que esta medida significa um avanço significativo para os povos indígenas, que por meio destes profissionais, terão um acesso e permanência mais humanizados nas unidades.

“Para ser intérprete não basta ser indígena. É preciso falar fluentemente para poder conseguir repassar para médico, paciente e servidores as informações necessárias para o bom andamento do tratamento. Após a seleção, iremos definir um plano de trabalho para que todas as unidades sejam atendidas de maneira satisfatória”, pontuou.

 
 
 

 

 

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