Cotidiano
 
Polícia Civil, MPE e CRM adotam medidas para coibir possíveis fraudes em atestados médicos
As instituições em parceria com o Conselho Regional de Medicina vão adotar medidas para coibir o uso abusivo de atestados médicos
 
Por - Redação I 28/05/2013 - 11:15 -
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O excesso de atestados médicos apresentados por servidores públicos vem preocupando a Polícia Civil e o Ministério Público do Estado (MPE). As duas instituições em parceria com o Conselho Regional de Medicina (CRM) vão adotar medidas para coibir essa prática que causa prejuízo ao erário, e prejudica o atendimento à população no setor onde o funcionário faltou ao trabalho.

A delegada geral de Polícia em exercício, Eliane Gonçalves, juntamente com os diretores de Polícia e o corregedor Geral de Polícia, Cristiano Camapum, reuniram-se nesta segunda-feira com a direção do CRM e promotores de Justiça para tratar sobre o assunto, tendo em vista que são consideráveis nas mais diversas instituições públicas do Estado, os números de atestados médicos apresentados.
Ficou acertado que as três instituições unirão esforços para combater essa prática no Estado.

Ela disse que há servidores que realmente estão acometidos de problema de saúde, mas que há outros que não são comprometidos com as instituições em que trabalham e tentam justificar a falta por meio de atestados médicos, ferindo as normas do serviço público e prejudicando o trabalho do colega, e a eficiência no atendimento ao cidadão.

“A pessoa apresenta um atestado médico e tem seu salário pago e quem sai prejudicado é o cidadão que deixa de ser atendido em determinado setor por falta de servidores”, disse.

Segundo a delegada, não são raros os casos de servidores que utilizam atestados médicos para se ausentarem do trabalho, mesmo sem apresentar nenhuma doença que justifique essa ausência.

“A direção da Polícia Civil e o Ministério Público levaram essa preocupação ao CRM, pois percebemos que há excesso de faltas com autorização médicas, que prejudica o serviço público. Iremos realizar um trabalho inicial de conscientização e em seguida vamos adotar medidas mais severas”, disse.
 
 
 

 

 

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