Dia 27/08/2008
 

Arteatro estréia Qualquer gato vira-lata tem uma vida sexual melhor que a nossa

Depois de vários meses de muito estudo e preparação, a turma da Cia. Arteatro prepara-se para estrear no próximo sábado, 30, o espetáculo Qualquer gato vira-lata tem uma vida sexual melhor que a nossa. O texto bem-humorado de Juca de Oliveira foi adaptado pelo grupo e garante muitas risadas ao público, que acompanhará o relacionamento problemático do casal Marcelo e Tati, vivido por Baronso Lucena e Silmara Costa. Não bastassem as complicações normais de todo namoro, tudo fica mais confuso depois que entra em cena Conrado, interpretado por Vito Souza.

A estréia de Qualquer gato, primeira comédia da Cia. Arteatro, será no Espaço Multicultural do Sesc Centro, às 20h30, com reapresentação no mesmo lugar e horário no domingo (31). O ingresso custa R$ 8 a inteira e R$ 4 para estudantes e comerciários com carteirinha.

Os últimos espetáculos da Cia. Arteatro, um dos seis grupos que formam a Federação de Teatro de Roraima, foram dramas densos, como A Última Estação e O Santo Inquérito. A mudança para a comédia romântica é fruto de viagens a festivais, estudos e muitas discussões feitas pelos componentes. A idéia é buscar aprofundar-se em linguagens que o grupo não domina e descobrir novas formas de atuação.

"A peça fala da imaturidade na relação e das dificuldades de entendimento desses novos casais. É bem interessante porque discute toda essa dificuldade que a meninada tem nas relações. O processo da direção colaborativa, envolvendo todos os atores, trouxe resultados muito criativos", conta o produtor Márcio Sergino.

Baronso Lucena interpreta Marcelo, "um pit-boy que tem uma vida muito desregrada e namora com a Tati e outras mais", segundo descreve. Sobre a experiência da direção colaborativa, afirma que é um processo de soma entre os atores. "Um dirige o outro e diz o que está legal ou não. A própria concepção do espetáculo foi toda discutida entre os três.", afirma Baronso.

Para Baronso, o grande barato da peça da peça é justamente essa discussão do relacionamento interpessoal, algo tão comum, tão complexo e tão pouco entendido pelas pessoas. "Entre o Marcelo e a Tati é extremamente turbulento. Quando entra o Conrado na história, a Tati se transforma, o Marcelo não aceita e há um conflito forte", diz.
Silmara Costa acrescenta que a peça discute o dia-a-dia de um relacionamento, suas imaturidades, seus conflitos e "até onde pode ir a imaginação de uma mulher para resolver essas questões".

É possível fazer um paralelo entre o caos que pode surgir nos relacionamentos e na direção colaborativa? Vito Souza diz que sim, mas somente até certo ponto. "Assim como numa relação a dois, existe mais de uma consciência trabalhando ali, mais de um matiz de pensamento. Quando elas se encontram, vão ter que formar uma aquarela. Essa relação não chega a ser turbulenta, mas às vezes há um embate de idéias e deve surgir dali uma coisa produtiva, um produto que seja apreciado", afirma.

Ficha
A direção de Qualquer gato é colaborativa. O cenário e a trilha sonora ficaram por conta de Vito Souza, Silmara Costa é a responsável pelo figurino, Baronso Lucena pela parte gráfica e a iluminação e produção são de Marcio Sergino. A peça da Cia. Arteatro é apoiada pelo Jornal Roraima Hoje, Líder Publicidade, Gráfica Roraima, Guaraná Mania, Federação de Teatro de Roraima (www.teatroderoraima.blogspot.com) e o Sesc Roraima.

 

 

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