| Arteatro estréia Qualquer
gato vira-lata tem uma vida sexual melhor que a nossa
Depois de vários meses de muito estudo
e preparação, a turma da Cia. Arteatro prepara-se
para estrear no próximo sábado, 30, o espetáculo
Qualquer gato vira-lata tem uma vida sexual melhor que a nossa.
O texto bem-humorado de Juca de Oliveira foi adaptado pelo grupo
e garante muitas risadas ao público, que acompanhará
o relacionamento problemático do casal Marcelo e Tati,
vivido por Baronso Lucena e Silmara Costa. Não bastassem
as complicações normais de todo namoro, tudo fica
mais confuso depois que entra em cena Conrado, interpretado por
Vito Souza.
A estréia de Qualquer gato, primeira comédia da
Cia. Arteatro, será no Espaço Multicultural do Sesc
Centro, às 20h30, com reapresentação no mesmo
lugar e horário no domingo (31). O ingresso custa R$ 8
a inteira e R$ 4 para estudantes e comerciários com carteirinha.
Os últimos espetáculos da Cia. Arteatro, um dos
seis grupos que formam a Federação de Teatro de
Roraima, foram dramas densos, como A Última Estação
e O Santo Inquérito. A mudança para a comédia
romântica é fruto de viagens a festivais, estudos
e muitas discussões feitas pelos componentes. A idéia
é buscar aprofundar-se em linguagens que o grupo não
domina e descobrir novas formas de atuação.
"A peça fala da imaturidade na relação
e das dificuldades de entendimento desses novos casais. É
bem interessante porque discute toda essa dificuldade que a meninada
tem nas relações. O processo da direção
colaborativa, envolvendo todos os atores, trouxe resultados muito
criativos", conta o produtor Márcio Sergino.
Baronso Lucena interpreta Marcelo, "um pit-boy que tem uma
vida muito desregrada e namora com a Tati e outras mais",
segundo descreve. Sobre a experiência da direção
colaborativa, afirma que é um processo de soma entre os
atores. "Um dirige o outro e diz o que está legal
ou não. A própria concepção do espetáculo
foi toda discutida entre os três.", afirma Baronso.
Para Baronso, o grande barato da peça da peça é
justamente essa discussão do relacionamento interpessoal,
algo tão comum, tão complexo e tão pouco
entendido pelas pessoas. "Entre o Marcelo e a Tati é
extremamente turbulento. Quando entra o Conrado na história,
a Tati se transforma, o Marcelo não aceita e há
um conflito forte", diz.
Silmara Costa acrescenta que a peça discute o dia-a-dia
de um relacionamento, suas imaturidades, seus conflitos e "até
onde pode ir a imaginação de uma mulher para resolver
essas questões".
É possível fazer um paralelo entre o caos que pode
surgir nos relacionamentos e na direção colaborativa?
Vito Souza diz que sim, mas somente até certo ponto. "Assim
como numa relação a dois, existe mais de uma consciência
trabalhando ali, mais de um matiz de pensamento. Quando elas se
encontram, vão ter que formar uma aquarela. Essa relação
não chega a ser turbulenta, mas às vezes há
um embate de idéias e deve surgir dali uma coisa produtiva,
um produto que seja apreciado", afirma.
Ficha
A direção de Qualquer gato é colaborativa.
O cenário e a trilha sonora ficaram por conta de Vito Souza,
Silmara Costa é a responsável pelo figurino, Baronso
Lucena pela parte gráfica e a iluminação
e produção são de Marcio Sergino. A peça
da Cia. Arteatro é apoiada pelo Jornal Roraima Hoje, Líder
Publicidade, Gráfica Roraima, Guaraná Mania, Federação
de Teatro de Roraima (www.teatroderoraima.blogspot.com) e o Sesc
Roraima.
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