Banco do Brasil traz escritor
Eduardo Bueno a Boa Vista
Os 200 anos do Banco do Brasil serão lembrados em Boa
Vista por um encontro do público com o escritor e tradutor
Eduardo Bueno, no dia 23 de julho nas Faculdades Cathedral, às
19h. O evento faz parte da passagem pela cidade do Centro Cultural
Banco do Brasil Itinerante. A presença do romancista e
roteirista é mais uma iniciativa do projeto Laboratório
do Escritor, criado em 2006 pelas jornalistas Cristiane Costa
e Valeria Lamego para o CCBB. Bueno tornou-se conhecido por conta
de uma série de livros sobre História, que se transformaram
em fenômenos de venda no fim dos anos 90
A idéia do projeto é desmistificar a relação
com a escrita, mostrando alguns aspectos concretos e outros mais
abstratos do processo criativo. “Costuma-se dizer que arte
é metade inspiração, metade transpiração.
Vamos conferir isso”, diz Cristiane Costa. Os encontros
abordam diversos aspectos da literatura e da escrita em geral,
como as pesquisas para se escrever sobre determinados assuntos
e lugares, os momentos de dúvida e bloqueio criativo, o
ritmo de trabalho, a relação com os editores e as
motivações para se começar um novo livro.
O encontro tem duração de duas horas e já
passaram pelo projeto 18 autores
O Centro Cultural Banco do Brasil Itinerante leva a todas as
regiões do país atividades em música, literatura,
educação, artes plásticas, teatro, fotografia
e educação para marcar com eventos culturais o bicentenário
do BB. Em Boa Vista, além do Laboratório do Escritor,
a programação inclui o show de Renato Teixeira (dia
10 de julho), a exposição História da Moeda
no Brasil (de 8 a 20 de julho), uma mostra de cinema com filmes
inéditos na cidade (também de 8 a 20) e um seminário
com produtores culturais da região para instrui-los sobre
a formatação de projetos para os CCBBs e para o
CCBB Itinerante.
Sobre o autor
O jornalista, tradutor e escritor Eduardo Bueno iniciou trajetória
profissional como jornalista da área de cultura de grandes
jornais, como Estado de São Paulo e Zero Hora (em Porto
Alegre), onde se tornou conhecido como Peninha. Foi tradutor nos
anos 80 do clássico beatnik On the Road, de Jack Kerouac,
que saiu no Brasil como Pé na Estrada.
No fim dos anos 80, aproveitando a proximidade com os 500 anos
do Descobrimento do Brasil, deu início à coleção
Terra Brasilis, composta de cinco livros, entre os quais os best-sellers
A viagem do descobrimento (1998), Náufragos, traficantes
e degredados (1998) e Capitães do Brasil (1999), que totalizaram
mais de 500 mil exemplares vendidos.
São narrativas históricas em linguagem divertida,
bem humorada e fluida. Bueno tornou-se figura ainda mais conhecida
quando apresentou por 10 domingos, no Fantástico, da Rede
Globo, a série “É muita história”,
no qual desenvolvia em linguagem oral sua escrita de estilo irreverente.
Mais que historiador, Bueno é um show-man, capaz de provocar
risos e interesse.
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