Polícia Civil desbarata quadrilha de fraudadores dedocumentos
A Polícia Civilde Roraima iniciou às 6 horas desta sexta-feira, 23, uma ação para cumprir umasérie de mandados de prisões expedidos pela Justiça. Até as 12 horas, oitopessoas já estavam presas. A quadrilha é acusada de crime organizado e vinhasendo investigada há seis meses. Segundo levantamento da Polícia, as perdasfinanceiras das vítimas giram em torno de meio milhão de reais.
A ação policialfoi coordenada pelo Núcleo de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos AutomotoresTerrestres (NRRFVAT) e mobilizou 60 policiais civis entre delegados, agentes eescrivães, da Delegacia Geral, Secretaria de Segurança Pública, Departamento dePolícia Especializada (DPE), Departamento de Polícia Judiciária da Capital(DPJC), Departamento de Operações Especiais (DOPES), Divisão de InteligênciaPolicial (DIP), Delegacia de Polícia do Interior (DPI), Delegacia Geral deHomicídios (DGH), Delegacia de Repressão a Entorpecente (DRE), Delegacia deDefesa da Infância e Juventude (DDIJ), Polinter, Grupo de Resposta Tática (GRT), 5º DP e Divisão de Captura (DICAP) daSecretaria de Justiça e Cidadania (SEJUC).
De acordo com adelegada titular do NRRFVAT, Simone Arruda, as investigações iniciaram há seismeses para apurar os crimes de adulteração de documento público e particular,adulteração de sinal público (quando adultera sinal em caso de cartório),estelionato e formação de quadrilhas. Inicialmente as investigações vinhamsendo realizadas pelo DIP e NRRFVAT.
“Estávamos investigandouma quadrilha de crime organizado há algum tempo e estamos chegando ao final dainvestigação. Para fechar os trabalhos estamos cumprindo uma série de mandadosde prisões expedidos pela Justiça. Já cumprimos oito prisões e iniciamos agoraa fase de interrogatórios, de oitivas e verificação de todas as informações quetemos da quadrilha”, disse a delegada.
O GOLPE
Segundo a delegada Simone Arruda, aquadrilha era bem articulada e basicamente fazia financiamento de veículosadulterando dados de pessoas que nunca financiaram veículos ou que não tinhamcondições de fazer esses financiamentos.
“Os integrantesda quadrilha conseguiam documentos ou descobriam pessoas que não tinham umarenda. Eles montavam ou criavam rendas para essas pessoas e criavam osdocumentos necessários para fazer os financiamentos”, explicou.
A delegada nãodivulgou os nomes dos envolvidos, dentre eles uma mulher e um advogado. Explicouque por enquanto os trabalhos estão na fase de investigação, de oitiva e, comose trata de uma quadrilha organizada, cujos integrantes tiveram as prisõestemporárias decretadas por cinco dias, os procedimentos investigatóriostramitam em segredo de Justiça.
“As prisõesdeles foram decretadas pela Justiça e hoje não posso adiantar quem foi preso equantos mandados temos que cumprir. Com a conclusão das investigações, em cincodias, vamos conseguir fechar todos os inquéritos e citar o nome dosinvestigados, dentre eles, dois com passagens na Polícia”, disse a delegada.
ATUAÇÃO
A delegada disse também que nesta investigaçãoespecífica os trabalhos investigatórios já perduram seis meses. No entanto,algumas destas pessoas já são investigadas há aproximadamente cinco anos e quevárias pessoas são vítimas da quadrilha. Estão sendo investigadas se háramificações criminosas da quadrilha em outros Estados, mas que inicialmente oscrimes foram praticados apenas em Boa Vista.
“Existem váriasvítimas, inclusive empresas. Levantamos que houve aproximadamente lesãofinanceira em torno de meio milhão de reais às vítimas, sendo que já identificamosvárias e estamos identificando outras. Estamos tentando verificar ramificações dogrupo com outros estados. Com a conclusão dos interrogatórios, os envolvidosserão encaminhados para exames de corpo de delito no IML e posteriormente serãolevados para o presídio”, disse a delegada.
A delegadageral de Polícia em exercício, Luciana Kulay, participou da operação e frisou aimportância do trabalho da Polícia Judiciária neste contexto, pois é aresponsável pela investigação, identificação da autoria e materialidade doscrimes e quem encaminha para a Justiça.
“Foi umexcelente trabalho realizado pela delegada Simone e o delegado Alberto CorreiaFilho. A execução dos trabalhos contou com o apoio de toda a Polícia Civil.Tudo ocorreu dentro da legalidade. Tivemos também o apoio da Secretaria deSegurança Pública e essa integração gera um resultado positivo para sociedade”,destacou.
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