Dia 25/01/2012

90% dos atendimentos da Policlínica Cosme e Silva são ambulatoriais

O balanço dos atendimentos da Policlínica Cosme e Silva depois da implantação do sistema de Acolhimento por Classificação de Risco (ACR), que prioriza os casos emergenciais, mostra que 90% dos atendimentos receberam as cores azuis e verdes, ou seja, demandas que deveriam ser resolvidas na atenção primária.

O ACR, que foi implantado na reinauguração da Policlínica, dia 13 de janeiro, prioriza os casos mais urgentes, conforme recomendações do Ministério da Saúde. De 13 a 23 de janeiro, apenas 10% dos 5.961pacientes atendidos foram classificados como urgência e emergência. Os demais eram casos ambulatoriais. Mesmo assim, foram atendidos. Os dados são do Same.

Na porta de entrada da emergência da PCS, o dispositivo ACR busca determinar quais as pessoas que precisam ser atendidas imediatamente, e as que podem esperar um pouco mais. As cores que podem passar na frente são vermelha, laranja e amarela. A última é denominada, urgente, ou seja, necessita atendimento rápido, mas pode aguardar um pouco.

Jamilda Serrador, diretora-geral interina, ressaltou que mesmo o atendimento possa demorar, as pessoas preferem esperar, pois sabem que farão seus exames. “Embora não seja prioridade, conforme diz o Ministério da Saúde, não podemos negar atendimento a ninguém”, explicou.

Pela primeira vez na unidade depois da reforma, o morador do Hélio Campos, Joeldson Lucena, 18, classificado com a cor azul, foi atendido em 40 minutos depois do contato com o enfermeiro. Ele assumiu desconhecer o novo modelo, no qual, tomou conhecimento por meio dos banners explicativos espalhados pelos corredores da emergência. “Já que a maioria dos postos está com serviços reduzidos, aqui [Policlínica] tenho a certeza que me atenderão. E não me aborreço se algumas pessoas mais necessitadas venham ser atendidas na frente”, frisou.

Já o paciente Antonio Lima, 57, segunda vez na unidade, recebeu atendimento prioritário, na cor laranja, por sofrer problemas de asma. Conforme ele, o ambiente está melhor desde a última visita. “O calor não existe mais, temos um bebedouro para matar a sede e, ainda por cima, os funcionários estão controlando melhor a entrada das pessoas. Os doentes graves de verdade estão sendo atendido com preferência, como eu fui”, comemorou.

 

 


 

 

 

 

 

 


 

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